quinta-feira, 4 de março de 2010

        


          Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo.
         Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.
                                                                                                                                     

"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar"


"Pelo o que me diz respeito eu sou feita de dúvidas: O que é torto, o que é direito diante da vida.... O que é tido como certo, duvido e não minto pra mim, vou montada no meu medo e mesmo que eu caia sou cobaia de mim mesma... No amor e na raiva vira e mexe me complico, reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim e pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem, eu por mim já descarrilho e não atendo a ninguém... Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo e mergulha com tudo pra dentro de si.
                                                   Lá do alto do telhado pula quem quise, só o gato que é gaiato...
                                                                                                                                                 Cai de pé...




Martha Medeiros

Nenhum comentário:

Postar um comentário